Inclusão: direito do cidadão.



A Lei de Diretrizes e Bases da educação brasileira defende que o ambiente escolar seja propício e acessível aos diferentes tipos de pessoas, independente de sua classe social, visão ideológica, raça ou necessidades especiais. A educação no Brasil passou a ser um direito garantido pela Constituição Federal à partir de 1930 e é perceptível que ao longo dos anos essa garantia tem recebido manutenções para abarcar as diferentes modalidades na área da educação.

Existem desafios que compõem o cenário educacional brasileiro, principalmente no que tange ao fornecimento de uma educação especial. De fato, vários mecanismos foram desenvolvidos para que a inclusão e a acessibilidade sejam realidades pertinentes nos centros educativos, exemplo disso foi a criação e implementação da Língua Brasileira de Sinais, que revolucionou a educação ofertada para deficientes auditivos e contribuiu para a diversidade da educação especial.

O psicólogo Lev Vygostsky contribuiu muito para a educação, em suas teorias ele afirma que a aprendizagem acontece por meio da interação com o outro em sociedade. Através dessa teoria, percebe-se a importância da interação social, e, para pessoas com deficiência auditiva isso representa uma barreira quase intransponível. Vale salientar a necessidade de oferta pelo poder público de recursos que viabilizem o desenvolvimento dessa educação inclusiva, assim como o interesse dos sujeitos portadores da deficiência aglutinado ao empenho de profissionais capacitados para concretizar o máximo de aprendizagem possível.

Diante das situações supracitadas, reforça-se a ideia que é preciso instrumentalizar o ambiente escolar a fim de atender às demandas da educação especial. O Estado também tem compromisso com os cidadãos deficientes, a Constituição Brasileira defende a busca pela felicidade, para alguns ela pode estar atrelada à formação escolar e consequentemente, inclusão no mercado de trabalho. É plausível afirmar que a educação é a base para o progresso de um país e a inclusão de pessoas com deficiências nessa configuração pode representar desafios, mas não barreiras intransponíveis.

Preservação ambiental: dever do indivíduo e do Estado.


A história da sociedade mundial sempre foi marcada pela exploração de recursos naturais e contato direto com o meio ambiente. Diversas ações humanas demonstram que sua intervenção no espaço natural pode ser decisiva para as futuras condições ambientais e sanitárias do planeta. Diante disso, a responsabilidade do homem com a preservação do ecossistema é evidenciada conforme sua relação de dependência com o mesmo.

O contato com a natureza ocorre de forma coletiva, entretanto a responsabilidade de preservar o espaço natural é atribuída a cada indivíduo no seu particular. As ações individuais desencadearão resultados que poderão impactar o presente e até gerações futuras. Vale ressaltar que tais ações implicarão diretamente no planeta por meio de mudanças climáticas, sociais e até mesmo sanitárias.

A preservação da natureza é fator determinante para a conservação da vida, direito defendido pela Constituição federal Brasileira. É plausível afirmar que sem o cuidado pelo espaço de vivência natural, a vida torna-se fragilizada e certamente comprometida. Não se trata apenas da vida humana, mas de um ecossistema inteiro de vidas das mais variadas espécies que possuem uma relação de dependência com o meio ambiente.

O ideal seria que a sociedade buscasse alternativas de preservação ambiental, e juntamente com seus líderes governamentais fossem conscientizados com a criação de políticas públicas voltadas para a reflexão da importância de suas ações para com o planeta. A conscientização de que o trabalho não pertence apenas ao Estado de forma coletiva, mas a cada indivíduo integrante do mesmo, resultará na união de esforços para o benefício mundial.

Diversidade cultural e a liberdade religiosa




A pluralidade religiosa está presente na sociedade desde tempos remotos. As diferentes civilizações de outrora já acreditavam na existência de seres superiores, os quais faziam parte de suas identidades e heranças culturais. No contexto da diversidade das crenças religiosas, realidade atrelada aos brasileiros desde o período da colonização lusitana, houve a necessidade de assegurar a liberdade da fé através de legislações que garantissem o direito à proteção e o respeito aos diferentes tipos de religião.

No Brasil, o conceito de liberdade religiosa está sendo trabalhado com mais intensidade nos últimos anos, a variedade de pensamentos é herança dos mais diversos povos que uniram-se para construir a nação brasileira. Tal legado não pode ser considerado motivo de agressão, ofensas ou qualquer tratamento diferenciado, pois tratam-se de heranças culturais que agregam valores e comportamentos que refletem também a história do país.

É perceptível a preocupação da Constituição da República Federativa do Brasil em garantir o benefício coletivo da nação, o que inclui legislações voltadas para assegurar proteção e respeito às diferentes manifestações religiosas presentes na realidade social. A criação de direitos que defendem a liberdade religiosa está presente nos primeiros artigos da Carta Constitucional brasileira, explicitamente buscando alcançar um patamar igualitário em diversos aspectos inerentes aos diferentes quadros sociais.

O ideal seria que houvesse uma maior conscientização popular e políticas públicas voltadas para o esclarecimento da importância da pluralidade religiosa e de pensamento para a construção de uma nação. A educação é a principal arma para o progresso, inclusive para a evolução do respeito e da busca pela aversão de atitudes agressivas no âmbito religioso. Aos indivíduos que insistirem em praticar a discriminação religiosa serem punidos por lei evidencia uma solução para combater a intolerância religiosa no Brasil.

Mulher: sua valorização e inclusão na sociedade.




A figura feminina ao longo da história da humanidade é marcada por ser sinônimo de submissão e acato, conceito que está se transformando no cenário atual do Brasil e do mundo. Não foi em vão que no decorrer das gerações, mesmo sob violência, as mulheres reivindicaram por seus direitos, e isso inclui a segurança como fator primordial. Observa-se assim, cada vez mais a conscientização da importância da mulher na sociedade e sua proteção.

O atual lema brasileiro: "Brasil, um país de todos", possui o desejo de expressar o que a democracia implantada no Estado almeja, que é a inclusão de todos os indivíduos e aos poucos as mulheres estão galgando patamares mais altos rumo a plenitude de seus direitos. Entretanto, concomitante a esse crescimento em direitos, aumentam também os índices de violência contra a mulher e seus números são impactantes. A violência não se resume apenas ao ato físico, existe uma série de fatores psicológicos, morais, sexuais entre outros, que contribuem para as agressões.

É perceptível que a mudança de pensamento e reflexão a respeito da segurança das mulheres deve ser algo implantado na educação das famílias brasileiras, a importância que o cônjuge dá a esposa ou filha, que um filho dá a mãe ou irmã, até mesmo a companheira de trabalho. São valores que transcendem o ambiente familiar e profissional e são refletidos diretamente no cotidiano da sociedade.  Desta maneira, tendem a andar em paralelo as intenções do governo e de sua população representada.

O ideal seria que houvesse uma conscientização mútua, um compromisso entre o Estado e as famílias que o forma. O respeito e a educação familiar devem fazer parte de programas educacionais e motivado pelas mídias, não existe mulher que apoia a violência, existe aquela que não denuncia por medo do agressor. Sendo assim, é possível entender que a valorização da mulher na sociedade conduz a um cenário de menor violência.

Direção, educação e segurança





Desde a Revolução Industrial a sociedade tem passado por grandes transformações e melhorias na área automotiva. O aumento da procura por facilidade de locomoção levou as grandes fábricas de veículos a elevarem os atrativos para os amantes da velocidade. O que resultou numa preocupação por parte das instituições governamentais de elaborar leis que alertassem sobre o mau uso e os perigos relacionados à direção.

A Lei Seca entra em ação para conscientizar pessoas que o álcool e motorista não combinam, e que para o bem coletivo isso deve ser levado em consideração. Partindo do fato de que os principais responsáveis por acidentes são motoristas alcoolizados e negligentes, a implantação de tal lei é o primeiro passo para tentar frear o crescimento gradativo de mortes no trânsito. Fazendo isso através da pressão no bolso e ameaças à liberdade de dirigir.

Desde crianças os seres humanos, ou a maior parte deles, são atraídos pela sensação de estar no controle da situação e a partir do momento em que há a utilização de bebidas isso é transferido para o aumento da velocidade e o desleixo na atenção, gerando consequências trágicas no trânsito. Com a Lei Seca a redução de atitudes como essas é notável e o número de pessoas que apoiam e valorizam a conduta do governo para com os infratores só tende a crescer e ganhar mais prestígio.

O ideal seria que todos passassem, antes da obtenção da carteira de motorista, por um processo intensivo de educação do trânsito, além de aprender o que pode e o que não pode fazer, abrir um espaço para o ensino e a conscientização do bem comum. Além do mais é um desafio de todos evitar tragédias nas estradas. Em complemento, a Lei Seca surge para advertir o indivíduo que pense duas vezes antes de beber aqui, ou acolá, e em seguida coloque as mãos no volante.

As crianças e as propagandas de consumo



A infância é a fase da vida pela qual todo adulto já passou, e é certo que em algum momento dela desejou possuir um produto divulgado na vitrine ou na tv. Porém nessa fase, considerada a da inocência, o indivíduo não demonstra noção, nem sabedoria para distinguir suas reais necessidades, podendo desta forma ser incentivado ao consumismo precoce.

Ao se deparar com personagens infantis de desenhos animados, alguma oferta de recompensa ou trilha sonora do filme preferido, a criança poderá ser persuadida ao consumo do produto apresentado. E é com esta intenção que muitas empresas elaboram propagandas dirigidas às crianças com a finalidade de convencê-las para o consumo, caso contrário não estariam satisfeitas. Trata-se de um consumismo que deve ser regulamentado para evitar problemas futuros.

A Constituição dos direitos da criança e do adolescente declara que os mesmos, não são aptos para serem responsáveis pelos seus atos, sendo assim, a intenção de persuadi-los seria uma prática abusiva e necessita de manutenção, com o objetivo de controlar e evitar comportamentos induzidos. Diante disso, diversas empresas interessadas na divulgação de seus produtos criticam essa regulamentação, entretanto o indivíduo possui a liberdade de comprar ou não.

O ideal seria que os pais passassem a conscientizar e a preparar os filhos para receber variados tipos de propagandas. É preciso ensinar que através da divulgação de um produto existem fatores que envolvem mais que a diversão, e sim relações de necessidade. Desta maneira estariam formando consumidores do futuro, capazes de identificar suas reais necessidades e conscientes do que, como e porque comprar, considerando a real importância do seu consumo.

A minha, a sua, a nossa língua.


A diversidade linguística está presente a partir do momento em que exista a diferença cultural, o que pode ou não interferir na comunicação entre as pessoas. A regionalidade também é fator decisivo na hora da pronúncia, entonação ou até mesmo significado das palavras. Porém, ao contrário do que alguns acreditam, ao invés de baixar o nível intelectual ou formal, essas diferenças enriquecem a língua formando uma interação cultural direta dos indivíduos falantes, contribuindo de forma significativa para a formação de suas identidades.